quarta-feira, outubro 20, 2004

Marília

Todas as vezes que vou para Marília fico procurando por algum conhecido, alguém que estudou comigo, sei lá alguma coisa que me faça lembrar o tempo que morei lá.... Nesse último final de semana eu tive a certeza Marília não é mais a mesma pra mim (ou será que eu não sou mais a mesma??? ), antes eu tinha vontade de ir para aquela cidade, de encontrar os amigos, sair, passear, jurava que um dia voltaria a morar lá. Hoje eu percebo que o encanto acabou, continuo gostando de ir para Marília, afinal o Marceu mora lá, mas não é mais a mesma coisa.... Então, nessa segunda eu me despedi de Marília, sentei no ponto de ônibus próximo a cachaçaria e lembrei das vezes em que caminhei com a Érica, Carol e Ariane por aquela avenida em direção a faculdade; do meu primeiro porre, que a Ariane não conseguia me manter em pé próximo ao pontilhão; das vezes em que fomos ao videoke e foi muito divertido; e claro não podia esquecer da minha primeira festa em marília em que voltamos caminhando por aquela avenida, e a Érica me contando como era vida universitária... O onibus chegou, entramos eu e Marceu, passamos pelo pontilhão, cemitério, oca, a rua que vai para o solar, companhia...quanta saudade... o posto, a rotatória, ao longe Florentino...cada lugar com as suas histórias....Avenida Rio Branco, quantas vezes não subi essa avenida "levemente embriagada", ou desesperada por uma carona "vai nascer...", mil bolhas nos pés, 515, pizza com os naftalinas, ex casa do Marceu, pé de frango que não é mais pé de frango, Sampaio Vidal, centro, Bingo, pastelaria do lee, bancos, linha do trem, unesp 40 anos (não sei pq ainda me lembro disso), móveis usados, terminal rodoviario. Esse caminho eu jamais vou esquecer, mas com certeza foi a última vez que o fiz lamentando por estar fazendo... cada lugar, cada momento, ficará guardado com muito carinho...

quinta-feira, outubro 14, 2004

Crise de um quarto de vida

Recebi um texto de um amigo muito interessante, e é exatamente o que estou sentindo, achei que seria legal publicá-lo aqui...
"Isto é chamado de crise de um quarto de vida:
É quando você para de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso.Você começa a se sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora. Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes. O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você.
Você olha para seu emprego... e não é nem perto do que você imaginavaque estaria fazendo, ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar. Suas opiniões se tornaram mais fortes. Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certos limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.
Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida. Você se sente sozinho, assustado e confuso. De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente.
Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor. Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa. Ficar com alguém por uma noite ou galinhar começam a parecer ridículos. Agir como um idiota se torna patético.
Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões. Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro e construir sua própria vida... e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum. Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos para acabar acabar com isso."

sábado, outubro 09, 2004

Odeio Direito

Não sei quando me tornei uma pessoa tão fraca, com medo de enfrentar os outros ou priorizar a minha vontade. Apesar de passar por um namoro turbulento por quase toda a adolescência, em que ciúmes é pouco para descrever o que meu namorado sentia por mim e submissão era o meu lema, havia momentos em que eu o enfrentava, ou melhor defendia a minha vontade. Claro que na maioria das vezes eu cedia, mas tudo bem foi um namoro interessante, eu realmente gostava muito dele.
Com o término desse namoro, posso dizer que me tornei outra pessoa, mais calma, segura...Posso dizer que marília fez muito bem pra mim.Desde que voltei para Ata não consigo mais ver aquela pessoa calma e segura, me tornei uma pessoa instável, incapaz de lutar.... Me pego chorando pelos cantos sem saber nem mesmo o pq, queria poder gritar e dizer "NÃO" a tantas pessoas, mas eu não consigo, eu me rendi. Estou terminando uma faculdade (faltam 2 meses) que eu nem tive a oportunidade de escolher, e que apesar eu mesma ficar tentando me enganar, não suporto, não quero trabalhar com isso. Na verdade eu gostaria que a hermeneutica da norma hipotetica fundamental usucapiasse a enfiteuse e pelo principio constitucional da primazia e ubiquidade fosse para a prerempção que decaiu...

sábado, outubro 02, 2004

Dolo Eventual ou Culpa Consciente

É terrivel iniciar um blog, então pensei em tentar explicar a razão do mesmo, foi então que encontrei (em um email que eu recebi) uma definição perfeita do que é dolo eventual e a da culpa consciente.

Você não entende a Teoria da Culpabilidade??? Você não sabe a diferença entre DOLO EVENTUAL e CULPA CONSCIENTE??? Você sempre confunde essas duas porcarias??? Pois seus problemas acabaram!! Utilize sempre a TEORIA DO FODA-SE e DO FODEU e tudo se resolverá!!! O indivíduo que age com dolo eventual diz FODA-SE ao praticar a conduta. O indivíduo que age com culpa consciente diz FODEU, depois que ocorreu o fato. E x.: Tício, querendo matar Mélvio, que está com um bebê no colo, atira nele: "FODA-SE, não estou nem aí se o nenê vai morrer ou não!" DOLO EVENTUAL. Tício, querendo matar Mélvio, que está de mãos dadas com uma criança, atira nele: "Quero matar esse filho da puta desse Mélvio! Não vou acertar a criança, tenho boa mira!" Entretanto, o tiro acaba acertando a criança, no que Mélvio diz: "FODEU!" CULPA CONSCIENTE. Serviço de Utilidade !!!!!!!!!!!!!!!Método Tabajara de aprendizagem de Direito Penal

Deu pra entender?